Da Maternidade Júlio Dinis
no dia 30 de Abril
fui direto para Leça do Balio.
Lá cresci fui para a Escola de Gondivai,
depois para a Básica de Leça do Balio,
um sítio de onde muita gente não sai.
Finalmente fui para a secundária do Padrão,
um local que deteve meu coração.
Fui de letras, fui de Artes
até em 2010 ter de partir para outro mundo.
Acompanhei uma caminhada gloriosa,
um clube de bairro torna-se campeão.
Fomos à europa e diziam
que era-mos as camisolas esquisitas.
Algo correu mal
e o dinheiro acabou.
O meu Boavista no caminho para a ruína entrou.
No final do secundário tive de um caminho escolher
escolhi Tecnologia audiovisual
mas vim parar a Vila Real.
Comunicação e Multimédia,
Universidade de Trás-Os-Montes
acaso do destino,
melhor opção.
O que parecia correr mal
tornou-se uma benção
a melhor decisão.
Hoje escrevo este poema
para recordar minha poesia.
Tenho necessidade em escrever
ao mundo mostrar a minha maneira de ver.
Um dia muitos livros vou editar
até ao Nobel chegar.
Não me vou à poesia cingir,
no mundo do cinema vou-me meter.
Edição, produção ou realização
fazem parte da minha argumentação.
Óscar, BAFTA, Cannes
vão ser a minha afirmação.
A Press Photo a mim vai ligar
quando uma foto épica tirar.
Vou deixar Portugal
para cumprir um sonho fenomenal.
Vou para Glasgow viver
para uma epopeia viking escrever.
Este é o Nuno que vais conhecer
com alguma loucura à mistura.
Duas estrofes de verdade
e uma de fantasia,
mas será que sonhar faz mal?